VII 22/04/18  
 
 
 
Publicado em 17/10/15 00:55:07 | Rodrigo Neves

  Não existe e não vai estourar bolha imobiliária no Brasil
  Os rumores de crise no setor e bolha imobiliária apenas servem para deixar com medo e freiar tanto os investidores quanto aqueles que pretendem adquirir o seu primeiro imóvel
 
Fotos: Rodrigo Neves  
 
   
 

Olá.

Peço licença para entrar na sua casa, no seu ambiente de trabalho e no seu cotidiano e espero contribuir e interagir de alguma forma com você, leitor dessa coluna.

Pois bem, vamos ao que interessa. Questionado por muitos sobre os boatos de "bolha imobiliária", sobre possível queda do preço dos imóveis, fui à busca de dados concretos para apresentar a quem se interessa pelo assunto ou quem está na dúvida se compra ou espera... Em meados do 1º semestre de 2015 o Brasil passou por um momento delicado, parece até ironia dizer que passou, mas era o momento crítico do setor imobiliário brasileiro. Lançamentos aguardando, preços lá em cima e um grande temor por parte de investidores que observavam com apreensão o momento do mercado, há quem defenda a ideia de o Brasil está à beira de uma “bolha imobiliária”.

Mas não é o que pensam e muito menos o que apontam estudos de mercado feitos por economistas e especialistas do mercado imobiliário. Apesar dos preços altos, não existe crise no setor, muito menos quando se olha do ponto de vista do consumidor. Em recente pesquisa de tendências feita pela RICAM Consultoria, empresa conceituada e referência na prestação de serviços na área de negócios e economia global. A RICAM tem como prática assessorar investidores a antever tendências globais e brasileiras, por setores, e maximizar oportunidades. Foram estudadas mais de 500 cidades em 123 países, o Brasil é apenas o 48º com preços mais caros, quando se compara o valor à capacidade de pagamento do consumidor. Os imóveis no Brasil são mais baratos que a grande maioria dos países emergentes. Em alguns destes o preço chega a ser até cinco vezes maior que o praticado aqui.

Os Estados Unidos, nos tempos que antecederam a crise que resultou na “bolha imobiliária” vendiam 2 milhões de imóveis por ano. Já a China vendeu no ano passado, quase 23 milhões de imóveis. O Brasil por sua vez, vendeu no ano de 2014 algo bem próximo a 200 mil imóveis. De 2012 para 2013, construímos cerca de 400 mil novos imóveis – para mais de 750 mil casamentos. O PIB brasileiro para crédito imobiliário é de 8% e não se tem relatos de bolha imobiliária que estourou em país com PIB menor do que 50% para crédito imobiliário.

Muito do que se fala em bolha imobiliária vem da comparação com preços de cidades Brasileiras, como São Paulo e Rio de Janeiro, com cidades Norte Americanas, como Miami, por exemplo, mas o que ninguém leva em conta é que o baixo preço dos imóveis lá nos Estados Unidos é fruto da crise que o país enfrentou em 2008. Os preços em algumas cidades Norte Americanas chegam a custar até 55% a menos do que custavam em 2007, antes da crise. Há dez anos, poucas pessoas compravam imóvel no Brasil, e pagavam, na maioria, à vista. A procura era baixíssima e o preço estava completamente fora de qualquer comparação internacional. O crescimento do preço no Brasil seguiria o que ocorre nos países emergentes, que tiveram maior acesso ao crédito na última década e, assim, financiamento e mais vendas.

O que se tira desse medo e terror difundido, não apenas no setor imobiliário, são as oportunidades que se perdem por parte de quem dá ouvidos a essa boataria. Quem é que não ouviu dizer que teríamos uma bolha após as Eleições para presidente no Brasil. Não teve, e não teremos, pelo menos não nos próximos anos. Se você pretende fazer um investimento imobiliário ou está amadurecendo a ideia de comprar a casa própria e ainda não o fez esperando que os preços baixem, esqueça, não vai comprar agora por conta desse pensamento e não vai comprar depois também, porque além de não haver baixa nos preços o que vai acontecer é exatamente o contrário, o preço vai subir. O setor mostra reação, e principalmente nas grandes regiões metropolitanas já voltam a acontecer novos lançamentos, e os preços continuam a ser reajustados a cada dia que passa.

O mercado não para e quem vai aproveitar o momento são aqueles que não têm medo, aliás, é o que todos os setores precisam, menos medo, mais ação e envolvimento por parte de todos os envolvidos.

Um abraço e até a próxima.

 
 
 
 

 
 
 
 
 
Rodrigo Neves
 
 
 
  Veja Também  
 
 
 
   
  Edições Impressas  
   
 
   
 
 
Art&Moda Cotidiano Economia Educação Entretenimento HumorCego Lazer Lex Column Tecnologia
Poderosa Teen Política Vida Social
Economia
Editorial
Malas Prontas
Mercado Imobiliário
OAB SJP
Política SJP
Tecnologia
Viver Saúde
       

Jornalcoracaodeestudante.com.br

2009-2015. Todos os direitos reservados. RFS Comunicações.
Página Inicial  |  Expediente  |  Anuncie no site JCE  |  Seja nosso Colaborador  |  Comunicar Erro  |  Fale com o JCE
 
Criação de Sites Curitiba| Construção de Sites Curitiba| Loja Virtual Curitiba| Ecommerce Curitiba| www.bk27.com.br